segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Amoníaco no seu hamburger !

Existem muitas razões para não comer hamburgers no McDonald's, Burger King e companhia, pois aqui fica mais uma: contêm amoníaco. 





Restos com amoníaco.



O que fazer com os restos de carne de vaca que sobram, depois de retiradas as partes nobres para venda? Pois bem, as sobras são utilizadas para serem fabricar alimentos para animais, isso já sabíamos, mas também servem para a confecção de hamburgers.


Para eliminar o risco de contaminação bactérica, junta-se um produto químico, neste caso o amoníaco. Sim, leu bem, é o mesmo amoníaco que utiliza como produto de limpeza, por exemplo para lavar vidros.


Esse amoníaco encontra-se pois, nos hamburgers que come no McDonald's ou no Burger King. Analises recentes, nos Estados Unidos, demonstraram que o amoníaco nem sequer elimina totalmente a escherichia coli ou as salmonelas e que estas continuam presentes em muitos hamburgers.

Esse químico passou despercebido durante anos por ser apelidado, neste caso, de "agente de processamento", não necessitando assim de constar na lista dos aditivos. Incrível não? E quem é que autorizou tal facto? As próprias autoridades sanitárias americanas, a USDA (U.S. Department of Agriculture). O que levanta algumas dúvidas quanto à independência deste órgão.


Resumindo, para fazer em casa um hamburger tipo McDonald's, pegue numa lata de comida para o seu cão ou gato, junte uma colher de chá de amoníaco daquele que tem lá em casa para limpar os vidros e finalmente molde o seu hamburger. Bom apetite!



E em Portugal?


Será que o mesmo se passa com os hamburgers que comemos aqui em Portugal? É difícil responder a essa pergunta por falta de informação. Aparentemente, sendo uma prática comum nos Estados Unidos e sendo a McDonald's uma cadeia com os mesmos métodos em todo o mundo, tudo leva a crer que o mesmo se passa em Portugal.


A empresa responsável pelo fornecimento da McDonald's no nosso país é a ESCA Food Solutions, e foi inaugurada em 1981, na cidade de Toledo, em Espanha, tendo iniciado a produção para os restaurantes nacionais em 1991, aquando da abertura do primeiro restaurante McDonald’s em Portugal, no Cascaishopping.


Esta fábrica serve os restaurantes de Portugal, Espanha e Andorra. Por dia, aí são processados 2200 quilos de carne cada 50 minutos, o que representa um milhão de hamburguers por dia.
A carne chega à fábrica em blocos ultracongelados e no fim do seu processamento é usado nitrogénio líquido de onde os hamburguers saem a 22 graus negativos.


Fontes da empresa dizem que só são utilizadas as partes dos quartos dianteiros e das abas de cada animal, daí serem precisas 150 mil vacas leiteiras por ano só na ESCA de Toledo. Temos grandes dúvidas que assim seja e que esses hamburgers não contenham outras partes dos animais e que para eliminar parte das bactérias não seja utilizado o tal amoníaco.



http://www.ionline.pt/interior/index.php?p=news-print&idNota=66785

http://www.naturalnews.com/027872_ammonia_beef_products.html
http://www.nytimes.com/2009/12/31/us/31meat.html?hp

Caramelo poderá provocar cancro


Não, não se trata do caramelo caseiro das nossas avós, mas sim daquele corante de caramelo amplamente utilizado na alimentação que por questão de menor custo de produção é fabricado por reacção química com substância potencialmente cancerígenas. 




Fabricar caramelo industrial.

O açúcar que consumimos é extraído da cana-de-açúcar por pressão aos esmagar as canas ou da beterraba por difusão em água quente. Uma vez separados os outros componentes, é cristalizado e secado.


Para produzir caramelo, ele não é fabricado como se faz em casa aquecendo o açúcar com água num tacho até que este escureça e caramelize. Na indústria, para acelerar o processo, utilizam-se sulfito cáustico, amoníaco ou sulfito amoniacal. O caramelo é o corante mais utilizado na alimentação, e tem como códigos: E150a (natural, caramelo cáustico), E150b (processado através do sulfito cáustico),E150c (processado através do amoníaco) e o E150d (processado através do sulfito amoniacal).


Encontramos estes corante de caramelo em numerosas bebidas como as colas, whisky, rum ou brandy, mas também em sobremesas ou nos cereais que comemos ao pequeno-almoço. Os mais utilizados são oE150c e o E150d.


Uma outra maneira de obter o caramelo industrial é através do milho. Aqui além dos químicos usados no seu fabrico temos também a probabilidade de esse milho ser transgénico, com todos os possíveis problemas para a saúde que estes colocam.



Caramelo cancerígeno.


Esta semana, um grupo de consumidores pediu à FDA (Food andDrug Administration) a proibição da utilização de certos corante de caramelo, e em particular os usados na Coca-Cola e Pepsi-Cola, por suspeição de provocar cancro.


Center for Science in the Public Interest (CSPI) americano, declarou que vários estudos foram feitos em animais e que o consumo de corante de caramelo provoca o aumento da incidência de vários cancros. Explicam que as reacções dos açúcares com o amoníaco e os sulfitos produzem dois agentes cancerígenos: o 2-metilimidazol (2-MEI) e o 4-metilimidazol (4-MEI).



A formula da composição da Coca-Cola desmistificada?


A Coca-Cola, grande consumidor de caramelo, por enquanto não se pronuncia. Ainda a propósito da Coca-Cola, a receita que foi criada em 1886 pelo farmacêutico John Pemberton acabou agora por ser divulgada. O site ThisAmericanLife.org revelou ter descoberto a receita, através de uma fotografia publicada num artigo em 1979, no Atlanta Journal Constitution.

Na imagem vê-se um livro aberto, com a lista de ingredientes utilizados por Pemberton e com as respectivas medidas que tornam único o sabor da Coca-Cola.
Receita secreta da Coca-Cola será:

Extrato fluido de coca - 3 tragos
Ácido cítrico - 3oz (aprox. 90ml)
Cafeína - 1oz (aprox. 30ml)
Açúcar - 30 # (na receita a medida não é clara)
Sumo de limão - 1qt (aprox. 950ml)
Baunilha - 1oz (aprox. 30ml)
Caramelo - 1.5oz (aprox. 45ml)

Aromatizante 7X

Álcool - 8oz (aprox. 230ml)
Óleo de laranja - 20 gotas
Óleo de limão - 30 gotas
Óleo de noz-moscada - 10 gotas
Óleo de coentros - 5 gotas
Óleo de canela - 10 gotas
Óleo de neroli - 10 gotas
A marca já reagiu às notícias avançadas esta terça-feira, desmentindo que tenha sido divulgada a verdadeira composição da bebida.

Enquanto a Europa se afunda, a Comissão Europeia "proíbe" a ingestão de àgua!


O Dr. Andreas Hahn e o Dr. Moritz Hagenmeyer são conselheiros das empresas agro-alimentares sobre as afirmações ligadas à saúde que estas podem fazem em relação aos seus produtos. Foi pedido à Comissão Europeia se os produtores europeus de água engarrafada podiam afirmar que "o consume de regular de quantidades significativas de água permite reduzir o risco de vir a desenvolver uma desidratação".



Ao fim de 3 anos de inquérito, os burocratas de Bruxelas chegaram à conclusão que não existem provas suficientes para afirmar que beber água previne a desidratação. 



Quem tem dificuldade em acreditar numa tal estupidez, pode ler o Regulamento nº 1170/2011 da Comissão do dia 16 de novembro deste ano, assinada por Durão Barroso:
http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2011:299:0001:0003:FR:PDF



Isto significa que a partir de agora, os produtores europeus de água engarrafada estão proibidos de fazer essa afirmação em relação aos seus produtos, com uma pena que pode ir até aos dois anos de prisão.


Perante tal estupidez, as reacções são numerosas. O deputado europeu inglês Roger Helmer declarou: "Isto é de uma estupidez abissal. O Euro está em fogo, a Europa desmorona-se e existem tecnocratas chorudamente pagos para se interrogar sobre as qualidades evidentes da água e tentar proibir-nos o direito de afirmar o que é evidente. Se fosse necessário um exemplo para demonstrar a loucura que representa o projecto europeu, era este".



Esta decisão surreal  lembra uma regulamentação europeia que muitos já esqueceram e que data de 1995. A Comissão Europeia, sempre preocupada com o nosso bem estar, chegou ao cumulo de determinar o ângulo que as bananas e os pepinos deveriam ter ou definir o calibre das cenouras. Foram assim 26 as frutas e legumes cuja forma, tamanho e consistência a serem objecto da (in)tolerância da Comissão, o resto ia para o lixo. O importante é a normalização.





http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/eu/8897662/EU-bans-claim-that-water-can-prevent-dehydration.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Commission_Regulation_%28EC%29_No_2257/94

A pecuária doente de tantos antibióticos


Mais de metade (60%) dos antibióticos produzidos no mundo são consumidos pelos animais, o que leva a emergência massiva de bactérias resistentes. Estas bactérias estão presentes na carne de porco, de bovinos, ovinos ou de aviário, depois de mortos. Um perigo que se torna mortal.

Dos primeiros a beneficiar com a pecuária industrial encontra-se a empresa Bayer, sediada em Leverkusen. Unicamente com o antibiótico Baytril (enrofloxacina) a Bayer realizou em 2010 um volume de vendas de 166 milhões de euros, mais 11% do que o ano anterior. Bayer é o quarto produtor mundial de produtos veterinários.


Philipp Mimkes, da "Coordenação contra os danos da Bayer" refere que "sem os produtos Bayer & Co, a criação de milhares de animais em espaços excessivamente exíguos não seria possível. Bayer aproveita-se para lucrar das condições de vida catastróficas dos animais nas pecuárias industriais, que desencadeiam constantemente novas doenças e contribuem para o aparecimento de germes resistentes aos antibióticos.


Em numerosas pecuárias, o Baytril é utilizado diariamente. Este medicamento é utilizado em larga escala desde 1995 para combater as infecções nas galinhas, vitelos, perus ou porcos. A molécula activa do Baytril, a enrofloxacina, é da mesma família química que antibióticos utilizados no homem como a ciprofloxacina ou a moxifloxacina. O uso massivo de Baytril leva a tornarem inoperantes os antibióticos usado no ser humano.
A "coordenação contra os danos da Bayer" reinvidica:

- que a pecuária industrial onde as más condições de vida dos animais impõe o uso de antibióticos seja proibida,
- que o uso de antibióticos na pecuária seja documentada exaustivamente,
- que acrescentar antibióticos na alimentação animal seja proibida e que controlos sejam efectuados e as infracções puníveis,
- que a administração de antibióticos seja reservada aos veterinários com a finalidade de acabar com a administração de antibióticos aos animais de criação,
- que o tratamento sistemático na pecuária seja proibido.


Estudos recentes provam que a carne de galinha vendida nos supermercados contém frequentemente germes resistentes aos antibióticos. Os consumidores não poderão ser tratados por muitos dos antibióticos usados habitualmente em caso de infecção.


A União Europeia há vários anos que proibiu o uso preventivo de antibióticos, mas as quantidades utilizadas não baixaram. Um estudo realizado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, concluiu no fim do ano passado que o uso de antibióticos na alimentação do gado aumenta o risco de os tornar ineficazes no ser humano. A OMS pede desde há vários anos que o uso massivo de antibióticos seja proibido.



Tradução Octopus de um comunicado de 25 de janeiro de 2012, do grupo de "Coordenação contra os danos da Bayer"

A frutose conduz à obesidade.

A omnipresença de frutose nos alimentos poderá ser um dos factores da epidemia de obesidade verificada, nas últimas décadas, nas populações ocidentais.


Num estudo publicado este mês na revista "Journal of the Americain Medical Association" (JAMA), os investigadores constataram que contrariamente à glucose, a frutose interage nas regiões cerebrais que regulam o apetite.
A frutose estimula muito menos a produção de insulina que favoriza a saciedade, e por consequente, a vontade de comer.
A frutose está presente em numerosos alimentos industriais por ter um grande poder adoçante e por melhorar o aspecto e a textura dos alimentos cozinhados no forno. A frutose também está presente em inúmeras bebidas.

Os resultados deste estudo confirmam que a frutose favorece um maior consumo alimentar.
Os vários tipos de açucares e edulcorantes:


Açucares:

sacarose é o açúcar de mesa utilizado habitualmente, é extráido da beterraba ou da cana de açúcar. Quimicamente é uma mistura de glucose e de frutose.

glucose é um açúcar presente na fruta, tem um poder adoçante inferior à sacarose.

frutose está presente na fruta e no mel, tem um poder adoçante superior à sacarose e à glucose, o que permite a sua utilização em menor quantidade para um poder adoçante equivalente.



Edulcorantes:

Fornecem uma sensação adoçante intensa, não têm nenhuma caloria e não têm impacto na glicémia.


Químicos: 

aspartano, foi criado em 1965 pela empresa americana G.D. Searle & Company, comprada posteriormente pela Monsanto. Tem um poder adoçante 200 vezes superior à sacarose. É largamente utilizado nas bebidas.

acessulfano de potássio (descoberto em 1967)

ciclamato de sódio (1937)

sacarina (1879, derivado do petróleo)


Naturais:

taumatina (extraído de uma planta, 2000 vezes mais adoçante do que a sacarose)

neohesperidin (extraído de um citrino, 1800 vezes mais adoçante do que a sacarose)

sucralose (descoberto em 1976, derivado da sacarose, 600 vezes mais aduçante)

rebaudiose (extráido da planta stevia)

Os álcoois de açúcar (não são açúcares nem substâncias alcoólicas, no sentido comum do termo):
SorbitolManitolxilitolLactitol,...
Cuidado com as pastilhas elásticas sem açúcar. 


Nas pastilhas elásticas sem açúcar, este é substituído por sorbitol. Este edulcorante diminui a absorção intestinal, tendo assim um efeito laxante. Em certos indivíduos, basta um consumo diário de uma caixa de vinte pastilhas elásticas para provocar efeitos secundários graves como diarreias, perda de peso e perturbações nutricionais.
Edulcorantes e doenças.


Como já vimos, o uso intensivo de edulcorantes, sobretudo nas bebidas gasosas dietéticas, poderá estar na origem do incremente da obesidade verificada nestes últimos anos. O seu uso também pode produzir alterações metabólicas, hipertensão, doenças cardíacas e diabetes.

No caso do asparatano, este pode aumentar o risco de cancro, em especial o do pulmão e do fígado, e até poderá estar na origem de um maior risco de parto prematuro.