quinta-feira, 17 de março de 2016

"Monitorar o governo é forma de exercermos o poder"

O diretor do Center for Civic Media, do MIT, fala do Promise Tracker, programa que vai colocar na mão do cidadão ferramenta de avaliação do poder público




MIT Ethan Zuckerman(Ivan Pacheco/VEJA)
Um time de trinta pessoas vai começar a circular por São Paulo com celulares à mão e uma missão: conferir se o prefeito cumpre o que prometeu em campanha. A inteligência do programa que vai comparar promessas e realidade vem do Massachusetts Institute of Technology (MIT): é criação do professor Ethan Zuckerman, diretor do Center for Civid Media. No futuro, o sistema poderá ser usado por qualquer pessoa, que se tornará fiscal do poder público. A ideia por trás da ferramenta é que, em tempos de divórcio entre cidadãos e políticos, votar não basta. "Monitorar governos é uma forma vital de exercermos o poder", diz Zuckerman, que visitou as capitais paulista e mineira na semana passada para apresentar a ferramenta aos usuários que vão testá-la. Na prática, o Promise Tracker é um programa simples e em desenvolvimento para smartphone. Com o aparelhinho em mãos, os usuários podem visitar as ruas da cidade recolhendo informações geolocalizadas em texto, foto ou vídeo acerca da infraestrutura que encontram no local. Os dados são, então, colocados em um mapa e podem ser cotejados com as promessas de campanha de um governante. Os corredores de ônibus foram construídos? As escolas estão funcionando? E assim por diante. Por trás da ferramenta, está a convicção de Zuckerman de que o papel do cidadão não é apenas reclamar do administrador de plantão, mas também fiscalizar os poderosos, medir sua performance e eventualmente colaborar. "A esperança é que a confiança nos governos seja recuperada e que os governos se tornem mais dignos de confiança", diz. Na entrevista a seguir, ele fala sobre os testes do Promise Tracker e comenta os protestos ocorridos em junho, fruto de uma crise de "desconfiança pública", na visão dele.
Qual é a ideia por trás do Promise Tracker? Um professor da Universidade Columbia chamado Michael Schudson escreveu um livro há 15 anos em que afirmava que a maneira como pensamos a democracia está errada. Achamos que nossa tarefa é ler jornais e assistir a telejornais diariamente para saber o que os governantes estão fazendo e, a cada quatros anos, usar as informações que obtivemos para escolher nossos representantes. Isso estaria errado por duas razões. Primeiro, porque em geral não estamos tão bem informados sobre a vida pública. Em segundo, porque é inconcebível que as eleições sejam a única oportunidade em que damos nossa participação à vida pública. Qual seria o sistema mais participativo? Aquele em que a tarefa mais importante do cidadão é monitorar as tarefas do governo. É um trabalho habitual dos jornalistas, mas que poderia de certa forma ser executada também pelo cidadão. Monitorar governos é uma forma vital de exercermos poder. Os movimentos de transparência pública já trabalham nesse sentido, mas se concentram no acompanhamento das despesas governamentais. É só uma parte do trabalho. Com o Promise Tracker, pretendemos monitorar tudo: um prédio cuja construção foi prometida está de fato sendo erguido? O trabalho está bem feito? Está no lugar certo? E assim por diante.
O que é possível monitorar? A melhor maneira de fazer isso é monitorar a situação da infraestrutura pública. Qual a condição das estradas? Elas estão melhorando com o passar do tempo? Quantas escolas foram construídas? Quantas vagas elas oferecem? Em São Paulo, há um movimento em favor do uso das bicicletas para o deslocamento, embora pedalar seja uma atividade reconhecidamente perigosa na cidade. Seria possível mapear, por exemplo, os locais onde houve mais acidentes ou onde há mais obstáculos aos ciclistas. Essas são coisas concretas e podem ser monitoradas.
Como está sendo feito o teste em São Paulo? Em São Paulo, o prefeito é obrigado a publicar suas promessas. A atual gestão apresentou 123 objetivos de governo. Vamos alimentar o Promise Tracker com essas informações, iniciar o monitoramento e averiguar se as promessas estão sendo cumpridas ou não. Dezenove conselheiros municipais e cerca de dez pessoas da ONG Nossa São Paulo participaram do workshop do Promise Tracker, além de cerca de quarenta pessoas em Belo Horizonte. Seremos então responsáveis por atualizar o programa, localizar os dados recolhidos pelos usuários e colocá-los no mapa. Nosso trabalho é prover a ferramenta. O uso que será dado a ela depende de seus usuários. A Nossa São Paulo, por exemplo, planeja criar um site para que os usuários acrescentem mapas e dados relativos ao monitoramento de um objetivo. São tarefas nas quais os cidadãos podem ajudar o governo. A corrupção muitas vezes não se dá quando o governante coloca dinheiro no bolso, mas quando a administração pública faz o pagamento para que alguém realize um trabalho e a tarefa não é feita.
De que forma esse monitoramento pode pressionar o governo a melhorar sua atuação? Durante nossa passagem por Belo Horizonte, os participantes do workshop foram incentivados a fotografar pontos em que lixo se acumulava na favela Santa Luzia. A partir daí, vemos três formas possíveis de ação. A comunidade pode fazer um mapa mostrando os pontos de acúmulo de lixo, procurar o governo e dizer: "Vejam, mapeamos a situação. Agora, vocês precisam nos apresentar um calendário de coleta." No segundo cenário, os moradores procuram a imprensa, que pode amplificar a queixa. Finalmente, com os dados em mãos, a própria comunidade pode tentar resolver o problema. São três caminhos válidos. Eu espero que o primeiro seja bem-sucedido, pois acredito que os governos são de fato importantes. A falta de confiança nos governos que testemunhamos é consequência do fato de que o governo não percebe que é responsável pelas pessoas e essas pessoas, por sua vez, não sabem como influenciar seus governos.
O senhor acompanhou os protestos ocorridos no Brasil em junho do ano passado? Qual é sua impressão? Eu almocei com o prefeito Fernando Haddad durante minha visita a São Paulo. Ele leva a sério a ideia de transparência. E está muito frustrado porque queria mais dinheiro proveniente de impostos sobre a propriedade (IPTU) e das tarifas de ônibus para realizar projetos para a cidade. Porém, toda vez que ele tenta fazer isso as pessoas dizem: "Não acreditamos que o governo nos dará alguma coisa em troca." Ele sabe, portanto, que é uma questão de confiança. Deixe-me construir um paralelo com o que aconteceu na Nigéria. O movimento Ocupe Nigéria, que tomou as ruas do país africano, começou por causa de uma mudança na taxação da gasolina. O país mantinha um subsídio ao combustível, o que favorecia as classes mais abastadas, porque lá os veículos ainda são privilégio dos ricos. Quando o governo cortou o subsídio, e os preços do combustível subiram, as pessoas foram às ruas queimar pneus, inclusive as pobres. Por quê? Quando os subsídios foram cortados, os preços da água, do transporte, entre outros itens, também subiram. Tentando contornar a crise, o governo disse que usaria o dinheiro economizado com o corte de subsídios para construir escolas e hospitais, mas o povo respondeu: "Não acreditamos em você. Não acreditamos que o governo possa resolver nossos problemas. Vocês retiraram a única coisa que tínhamos: combustível barato."
É o que, na sua opinião, acontece no Brasil? De certa forma, sim. O prefeito prometeu fazer muitas coisas pela cidade, mas precisava de mais dinheiro. As pessoas responderam: "Nós não acreditamos em você." É uma questão de desconfiança pública. O desafio é: como reconstruir essa confiança. Uma das razões que me levou a construir o Promise Tracker é a possibilidade de fazer com que as pessoas gostem mais dos governos. O monitoramento do cidadão não é contra o governo. Ele pretende ajudar as pessoas a perceber que o trabalho do cidadão não é apenas reclamar, mas também reunir dados que revelem quais queixas são justificadas e quais são efeito da falta de confiança no governo. A esperança é que a confiança seja recuperada e que o governo se torne mais confiável. Precisamos encontrar um caminho em que faça sentido confiar no governo. Ainda estamos no começo desse processo, é claro. Estamos falando de mudança, da transição de um modelo em que você pede a um político que ele resolva seus problemas para outro em que você estuda o problema, reúne dados, analisa informações e trabalha com os políticos para resolver o problema.

domingo, 6 de março de 2016

'Trem da copa' que custou bilhões não anda e ainda teve 56 vagões comprados inutilmente

O povo pagou e não viu funcionar>>>
Até agora o governo já pagou R$ 1,06 bilhão dos R$ 1,477 bilhão previstos em contrato para o Consórcio VLT. A previsão é de que outros R$ 630 milhões, no mínimo, sejam necessários para concluir a empreitada.
A segunda obra de mobilidade urbana mais cara da Copa do Mundo de 2014, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá, já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e ainda não chegou nem na metade.
O atual governo de Mato Grosso teve que paralisar os trabalhos e contratar uma auditoria diante das evidências de irregularidades e superfaturamento existentes em seu contrato e execução. A obra tem denúncia de direcionamento na licitação, pagamento de propina de R$ 80 milhões, má execução técnica e, agora, a compra inútil de 56 vagões de trem que não terão utilidade no sistema.
Oito composições do VLT, com sete vagões cada, foram compradas sem necessidade pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), que atualmente se encontra na cadeia, preso na esteira de uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes em seu governo. No total, o equipamento inútil custou R$ 120 milhões aos cofres públicos. 
É o que mostra relatório da consultoria KPMG, contratada pela atual administração. O relatório aponta que 32 composições, com 224 módulos, seriam suficientes para operar todo o sistema de transporte, de 23 quilômetros, mas Silval Barbosa comprou 40. O estudo esclarece que padrões internacionais estabelecem que não é possível colocar trens para rodar em um sistema como o que está sendo implantado em Cuiabá com intervalos inferiores a três minutos.As obras do VLT estão paralisadas desde dezembro de 2014. Graças a um acordo judicial realizado para que a obra possa ter seguimento sem contestações nos tribunais, o governo tem até o dia 29 de março para entregar à Justiça Federal o estudo técnico de viabilidade de implantação do modal. A empresa KPMG Consultoria, contratada em novembro de 2015 por R$ 3,08 milhões, realiza estudos que devem apontar a viabilidade do modal, além do cronograma para conclusão da obra, valor tarifário e dinheiro necessário para a finalização do projeto. Até agora o governo já pagou R$ 1,06 bilhão dos R$ 1,477 bilhão previstos em contrato para o Consórcio VLT. A previsão é de que outros R$ 630 milhões, no mínimo, sejam necessários para concluir a empreitada. (Com informações de UOL(Com foto de A Tribuna MT)

PMDB e REDE querem enfiar mais 10 mil funcionários no governo

A Rede de Marina Silva, com ex-psoístas, ex-petistas e comunistas mostrando a que veio.
CPMF no povo? Mais impostos? Claro. Tudo para manter as boquinhas e os votinhos em ano de eleição. Vergonha! O povo precisa reagir drasticamente contra tudo isso.
O custo disso aos cofres públicos pode variar entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões ao mês.
***Vai a voto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado uma proposta que coloca cerca de 10 mil pessoas, de uma só vez, nos quadros da União.
O argumento por trás da movimentação, encabeçada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) e amparado em parecer favorável de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), é que se trata de um grupo de trabalhadores que realmente prestaram serviços aos antigos territórios federais de Roraima e Amapá – justamente os estados que hoje são representados na Casa por, respectivamente, Jucá e Randolfe. 
Tudo visando as eleições muncicipais de 2016. Ou não é?

Marina Silva e seu partido ganham cargos de confiança que custarão R$ 3,7 milhões ao povo

E a Rede 'Melancia' Sustentabilidade, o abrigo dos comunistas, petistas, psoístas, pcdobistas, e demais 'deputados', segue ganhando uns carguinhos.
Como já acontece com outros partidos de orientação comuno-bolivariana, A Rede da ex-petista Marina Silva, agora leva uns 23 cargos de confiança ao custo de mais de R$ 3 milhões por ano para o povo pagar.
***O partido da ex-senadora Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, vai ter direito a 23 cargos comissionados para a sua estrutura na Câmara dos Deputados.
A decisão foi tomada hoje na reunião de líderes para contemplar a legenda registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado.
A manutenção desses cargos deve custar cerca de R$ 3 milhões por ano. Além da Rede, que tem cinco representantes, o Partido da Mulher Brasileira, com 19 deputados, também deverá receber cargos. Um projeto de resolução deve ser votado ainda na quarta-feira (3) para confirmar a criação das funções.
Além dos 23 postos para a liderança da Rede, a proposta cria outros dois cargos de confiança para a Comissão Mista de Orçamento. No total, os custos estimados são de R$ 3,7 milhões por ano. ***(Com informações de Época)

Novo relator afirma, “LULA SABIA DE Tudo” nova delação bombástica

Sexta feira 04, foi apenas uma demonstração do que está por vir.

Se LULA acha que sexta feira ele se sentiu um prisioneiro, ele que coloque suas barbas de molho.  O ex-presidente do PP Pedro Corrêa, preso na Lava Jato, está fechando uma delação bombástica – e o foco principal são episódios envolvendo o ex-presidente Lula.
Em seu pedido de busca e apreensão para a 24ª fase da Operação Lava Jato, os procuradores da força-tarefa expuseram a anatomia do petrolão: “A estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década. Nesse arranjo, os partidos e as pessoas que estavam no governo federal, dentre elas Lula, ocuparam posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram do esquema”. Os investigadores ainda reforçam que a corrupção só se alastrou devido a “vinculação de legendas políticas que compunham a base aliada do governo federal”. Um exemplo disso, destacado pelo próprio Ministério Público Federal, é o ex-deputado Pedro Corrêa, ex-presidente do Partido Progressista (PP) e preso na Lava Jato há quase um ano. Ele era o responsável por garantir a sustentação de seu partido ao governo. Em troca, recebia as propinas geradas a partir dos contratos fechados na diretoria de abastecimento da Petrobras, comandada pelo delator Paulo Roberto Costa. Aos 68 anos de idade, Pedro Corrêa, que teve seis mandatos no Congresso desde a década de 1970 e foi condenado no mensalão, sabe de muita coisa. Testemunhou episódios marcantes da história da República, do general João Figueiredo a Dilma Rousseff. E com base em suas próprias experiências, relatadas em primeira pessoa, ele avança em sua negociação de delação premiada, que está prestes a ser assinada. De acordo com o ex-parlamentar, Lula sabia da existência do petrolão e sabia da função exercida no esquema pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Dos 73 capítulos e dos mais de 130 agentes políticos citados na proposta de delação premiada de Pedro Corrêa, o personagem principal é o ex-­presidente, segundo investigadores ouvidos porÉPOCA. A princípio, Pedro Corrêa ofereceu aos investigadores contar cinco episódios comprometedores envolvendo Lula – que, no final das contas, tornaram-se um único tópico. Foi graças a esse tópico que os procuradores da Lava Jato decidiram aceitar a colaboração de Corrêa. Nele, há diversos relatos de encontros realizados entre Corrêa e Lula. Num deles, o PP cobra mais espaço no esquema de propina da Petrobras. Lula, segundo Corrêa, teria dito que “Paulinho”, apelido de Paulo Roberto, indicado pelo ex-presidente para a diretoria de abastecimento da estatal, feudo dividido entre PP e PT, estava atendendo bem o partido da base aliada.
Em outra passagem, Corrêa relata o que seria uma interferência direta de Lula na Petrobras. Segundo o ex-deputado, entre 2010 e 2011, ele e seu colega de partido João Pizzolatti foram ao escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, petista histórico e próximo a Lula. Quando chegaram lá, numa tarde durante a semana, encontraram Marcos Valério e um empresário, do qual o delator não se recorda o nome. Greenhalgh, Valério e o empresário queriam que Pedro Corrêa e Pizzolatti os ajudassem a fechar uma operação de compra e venda de petróleo com a área da Petrobras comandada por Paulo Roberto Costa. De acordo com Corrêa, o negócio geraria um lucro alto – e, portanto, o PP resolveu abocanhar uma fatia do dinheiro. Após a conversa, Corrêa e Pizzolatti foram falar com Paulo Roberto Costa, que recusou fechar contrato, porque o empresário não tinha uma boa fama dentro da Petrobras. Alguns meses depois, a operação foi feita. De acordo com o ex-presidente do PP, Lula interferiu para que a transação saísse. A partir da delação, o Ministério Público investigará para onde foram os pixulecos do negócio.O embrião do esquema do petrolão, segundo Corrêa, era o mensalão. No anexo 2, Pedro Corrêa conta que, em meados de 2004, a Dinamo Distribuidora de Petróleo depositou R$ 1,7 milhão na conta bancária da 2S Participações, do operador Marcos Valério. Quando o repasse veio à tona, a explicação dada pela Dinamo era que a empresa tinha comprado 25 títulos da Eletrobras para quitar dívidas tributárias com o governo federal, operação intermediada por Valério. No entanto, Corrêa afirma em sua proposta de delação que o valor de R$ 1,7 milhão era a devolução a Marcos Valério de um adiantamento de propina paga no mensalão. Em troca, a Dinamo faturava com um contrato com a Petrobras para distribuir 45 milhões de litros de álcool anidro que estariam infectados e seriam redestilados para voltar ao mercado. “O petrolão e o mensalão são a mesma coisa”, afirma o ex-presidente do PP em sua proposta de delação. “Desde 2004, o petrolão financiava o mensalão.” A pessoa responsável para pedir à Dinamo que fizesse o depósito na conta da empresa de Marcos Valério foi o ex-assessor do PP João Cláudio Genu – ao lado de José Janene, morto em 2010.
Essa não é a primeira vez que a 2S, de Marcos Valério, famoso operador do mensalão, aparece ligada ao Petrolão. No ano passado, foi encontrado no escritório de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, um contrato de uma operação de empréstimo no valor de R$ 6 milhões, firmado entre a 2S Participações e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto – empresário que ficou famoso no escândalo de corrupção desvendado à época da morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André. De acordo com depoimento de Valério ao Ministério Público, em 2012, Ronan Maria Pinto ameaçou relacionar Lula e os ex-ministros Gilberto Carvalho e José Dirceu com a morte do ex-­prefeito de Santo André – e recebeu R$ 6 milhões para ficar calado. Investigadores da Lava Jato apuram se esse dinheiro teve origem num contrato de empréstimo tomado pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente e preso na Lava Jato, com o Banco Schahin. Bumlai assume apenas que tomou o financiamento da instituição financeira a mando do PT. A história já é bem conhecida – e é mais um indício de que o petrolão e o mensalão podem estar umbilicalmente ligados.
De acordo com investigadores que tiveram acesso à proposta de delação de Pedro Corrêa, os relatos são bastante detalhados – e impressionam pela capacidade de memória do ex-parlamentar. Diferentemente de outras colaborações, o ex-presidente do PP não apresenta provas robustas, extratos bancários, mas faz uma verdadeira crônica da política brasileira, apontando irregularidades e falcatruas em diversos períodos da história e em distintos partidos. Há desde líderes de partidos no Congresso a ex-presidentes. Pelo volume de informações, o grupo de trabalho dos procuradores da Lava Jato, em Brasília, gastou quase seis meses para chegar a uma resolução de acordo final. Nos próximos dias, a delação deverá ser, enfim, assinada. Ficou combinado, a princípio, que Corrêa pagaria uma multa de quase R$ 5 milhões – e blindaria seus filhos, entre eles a deputada Aline Corrêa, de qualquer acusação. Nesse acordo, ainda foi negociada a redução de sua pena nas duas condenações – a do Petrolão e a do mensalão. Em 2012, Pedro Corrêa foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no mensalão a sete anos e dois meses de prisão, além de multa de R$ 1,1 milhão, por lavagem de dinheiro e corrupção. No ano passado, o ex-deputado foi sentenciado na Lava Jato a cumprir 20 anos e sete meses atrás das grades, novamente por corrupção e lavagem de dinheiro. Conhecedor da história do mensalão, Pedro Corrêa não quis acabar tendo o mesmo desfecho que Marcos Valério. Resolveu contar tudo o que sabe. E o que sabe pode ser uma nova dinamite a explodir a República –  e, em particular, o ex-presidente Lula.
Procurado, o ex-presidente Lula, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “não comenta supostas delações e repudia o jornalismo feito por vazamentos ilegais”. A defesa de Pedro Corrêa não quis comentar. O advogado Marcelo Leonardo, que representa Marcos Valério na Justiça, disse que não vai comentar, porque não teve acesso ao conteúdo da delação. O criminalista ainda diz que seu cliente está disposto a negociar um acordo de delação com os investigadores da Lava Jato. João Pizzolatti não foi localizado pela reportagem. ÉPOCA deixou recado no escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, mas não obteve retorno. 
Artigo:www.pensabrasil.com.br

Exército Brasileiro sai as ruas e declara que está pronto para conter ação de Lula e Dilma

Uma luz no fim do túnel. Ouvindo clamor da população brasileira, que pede o fim da subversão, e a volta da ordem, da moral e da proteção à família brasileira

Hoje, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e nos principais aeroportos do Brasil o exército se fez presente e sem previsão de deixar seus postos. Alguns generais já pensam, em caso de guerra civil, apologia ao crime ou incitação a violência por parte do PT, que um plano da nação seja avançado para a deposição da representante-mor do bolchevismo petista, a presidenta Dilma, para que o país seja saneado novamente do caos e do perigo comunista ao qual foi mergulhado pelo apedeuta de Santo André.O comando da tropa que cercará Brasília caberá ao General Olympio Mourão Bisneto, cujo regimento deixará Minas Gerais nos próximos dias para essa gloriosa missão.  O setor de inteligência do movimento, comandado pelo Cel. Ferrabrax, que funcionava secretamente no Tiro de Guerra de São Lourenço, garante que tudo corre à favor e que o sucesso do levante é inevitável.
Como era de se esperar, os militares não ficaram inertes ao chamamento da Pátria, que sofre em mãos marxistas, e em boa hora já planejam agir em conformidade com os desígnios celestes, unidos e coesos por este grande ideal. Ao comando desse novo movimento revolucionário, o General Geraldo Gofredo, segundos fontes que preferem ficar anônimas, tem intensificado os contatos militares e políticos, para que a oposição ajude nos momentos pós deposição da búlgara usurpadora, mantendo a ordem e a paz social na nação.